28.7.09

Tudojuntomixturado III

Praia de gringo e as gringas somos nós. Na areia, de meia. De meia na areia é u ó. Guarde o guarda-sol, desenterre o para-vento. Não se jogue. A água é fria e cheia de surfista. Crowdeada. Surfista que é viciado em mar. O mar. Ahhhhh, o mar. Um pouco dele, bem salgado, salgando e gelando o pé. Da janela lateral. De frente. Encontrando com o céu. Escondendo e desvendando. O sol caindo ali dentro. Entrando debaixo de todo aquele tapete infinito de água. Maravilha. Somos uma ilha. Eu oceano você. 

Mas por favor não seja cafona. Pode ser (quase) tudo, só não pode ser cafona. Que brega que é ser jacu. Cunjuntinho combinado. Listra com quadrado. Tudojuntomixturado, mas não rola ser cafona. Please, do not be naff. Não colecione abadás, não ande fantasiado pela rua de Newquay na sua despedidade solteiro. Nunca jamais viaje de avião vestido de outra coisa que não seja sua roupa. Me poupa. Pra sua breguiçe basta você. Não quero ver. 

Cinco mesas com dez homens bêbados (muito bêbados, no caso) pra cada uma mesa com quatro mulheres de moleton. Biquini só se for de lã. Praia de gringo, as gringas somos nós. Fish and chips pingando óleo, vento do pólo norte, mar azul, leão marinho. Sol. Ainda que entre nuvens. A gente. Sente. Quente. Mente. Alma. Libera. Liberta. Deixe-se levar. 

Junta No Limite, Big Brothers e Survivors. Tranca o quarto que a chuva não vai passar. Friends. Our best friends. Três vezes repetidas, sei lá. Risadas. Gargalhadas. Mais risadas.

Blusa xadrez com calça listrada é pra quem pode. Mar de água gelada é pra quem surfa. E gente cafona ninguém quer.

Sat Nam ;) 

17.7.09

sexxxxxxta

Quem espera sempre alcança uma ova, cansa. Paciência, cada um numa frequência. Que saco. Sem saco. Tune yourself into me tune. Whatever, whereve, whenever. Just do not forget the bottle of wine...smile. Time to feel, no fear. Breaaaaaaaaaaath. Deeply. Afoga a angústia no copo dágua entre um drink e outro. Respira. Você mé-ré-ce ser feliz. Agora. A única verdadeira hora. Lava a roupa se der, amanhã. Deixe tudo pra fazer meis tarde. Jogue tudo pro alto. Receita de sexta-feira é relax. Sex. Time to be happy. Time to be only. Time all the time, every time. Esse segundo que não volta mais. Never ever. Dez e quarenta horário de Greenwich, e aqui estou eu, no marco zero da hora, where times flies. E voando no tempo, no espaço, domingo chega minha parceira de pai e mãe. Vizinha de quarto. Acende a vela, apaga o medo, veste o vestidinho preto, batom vermelho e salto alto. Vinho rosé. Só existe hoje. E hoje é o melhor que se pode ser. Domingo quero te ver. Mas hoje, vou ser sem vc. Sacode o cansaço, aumenta o som, rebuxca fotos antigas. Minha habilidade em fazer amigas. Saudade. Saudade. Sorte. Saúde. Sorriso. Sinceridade. Silencio.

sexxxxxxxxta...

Sat Nam :)

15.7.09

Famíííííília

Família e a falta que ela faz. Familia e a conexão que o oceano não separa. Família que almoça ou não junto todo dia é sempre família, familía. Famííííííííília.

A minha está há milhas. No espaço geográfico apenas. Na distância dos corpos. Dos copos que brindam separados, unidos pela web cam, pelo sentimento que não tem parede. Nem pede licença pra quando, de domingo-em-quando, dói.

Família que é qualquer coisa de conforto, cobrança e sinceridade. Família que é verdade, detalhe e opinião. Família que é alma, apoio, coração.

Família A que é pai, mãe, irmão. Irmã. Cachorro, piriquito e papagaio. E quem cuida de tudo isso. Família A parte 2 que é avó, avô, tios e primos. Feriado, natal, visitas esporádicas. Encontros aleatóreos que o desencontro rotineiro faz tornar sensacional. Essencial. Fundamental.

Família A parte 3 que é amigo. Aqueles que a gente reconhece e escolhe não brigar.

Ela no quarto ao lado ou do outro lado do mundo. No meio do caminho. Caminhando junto. Ao lado. Do outro lado do mundo e caminhando ao lado junto. 

A falta que faz, tecnologia da informção thank you very very much. Ver pela tela, que não é janela, mas leva pra perto, pro porto, sem porta. Que importa se amor, se família não vê mesmo parede?

Pare um pouco este dia. Preciso de uma hora no tel com a minha mãe. A visita da irmã que vem vindo - eeeeeeeeeee. Pai cadê você? Mostra a Maui no skype. Happy Hour pelo PC. Eu não estou sem vocês. Eu só sou porque vocês são. 

A tia liga de madruga, a avó de manhãzinha. All together no email farm-iliar. Família é sempre vizinha. 

Vou ligar pra minha best(friend) pra dizer que ela faz parte. Dessa coisa junta que mesmo do outro lado de lá o caminhar não separa.

Família, família. Famííííííília. A e todas as suas partes, que vai até o infinito. Família, família. Famííííília. FA-MÍ-LIA.

Amo. 

Obrigada. 

Pois é...

Sat Nam ;)

8.7.09

Back To The Moon

Ele não era mesmo daqui. 

Não queria crescer. Tinha o mais incrível caminhar pra trás que já se viu. Genial. E, como todos os gênios, um tanto quanto desencaixado.

Ainda bem. É graças a esses desencaixes que o mundo conhece as maiores e mais lindas expressões de arte. A genialidade atormentada de tantos que leva o mundo à uma outra esfera, um outro padrão de pensamento. 

Lunáticos-graças-a-Deus esses gênios espalhados pelos tempos, marcam nossas existências com sua necessidade doida e doída de dizer qualquer angústia de amor ou dor que lhes aperte o peito.

Não acredito que MJ tenha feito todas aquelas cirurgias num intento de ser bonito. Acho mesmo que seu motivo era o de tantos outros simples mortais: não queria envelhecer. Quem é que percebeu que o cara ja era cinquentão?

Se ele queria ser branco, se era uma boa pessoa, se pegou ou não pegou criancinhas. Who knows? Ele foi o rei do pop e agora é uma lenda imortal.

Foi. E vai ser forever Michael Jackson. Faz parte do show dessa gente que não se encaixa explodir por dentro. Uma morte diretamente proporcional a vida. 

A lenda não perece. Nunca haverá outro. Foi um privilégio pegar carona nas performances e na musicalidade desse excêntrico personagem.

O que dói da morte dele não é pôr do sol deste fantástico artista que vai nascer e nascer de novo a cada play de "Who's Back". 

O que dói é a falta que este pai vai fazer. Como fazem falta tantos e tantos pais. O aspecto tão normal, tão natural, tão terreno e tão cronológico deste ser pra quem caminhar pra trás era uma arte e aceitar que o tempo anda pra frente, um tormento.

Ainda bem que tem gente que é tudo ao contrário.

Have a safe journey Back to the Moon and may you find your peace!

Thanks for the ride.

Sat Nam ;)

6.7.09

tudojuntomixturado II

É bom chegar lá. Perceber numa outra língua novas ferramentas pra boa e velha caixa de expressar. Chorar na tecla sap. Rir sem subtitles. Life actually. 

Ia comprar qualquer coisa. Notei na entrada a nigeriana e seu penteado embrulhado em papel preto brilhoso. Impossível não pensar: what? E segui, antropologisando meu ego numa tentativa de aceitar que cada qual com seu próprio óculos enchergador de mundo. Fui saindo. A muçulmana de burca preta ia entrando. Só os olhos de fora. Notou, como se fosse possível não notar, a mesma nigeriana e ostentando seu mesmo penteado. Com seus dois olhinhos que o mundo todo podia ver ela disse: what? Como quem vê e não acha assim tããão légal.

Isso é Londres. Talvez seja o caso do islamismo tapar também os olhos das mulheres. Pela expressividade daquele olhar de quem viu um homem com a cueca por cima da calça, talvez devam deixar tudo de fora e tampar o parzinho de janelas que diz tudo em qualquer idioma. O preconceito vem de todos os lados. Narciso ia ficar lelé por aqui!

Li Maitê falando de futebol. Tem propriedade no escrever. Embora falte-lhe uma turma como a minha. Futebol é bacana, homem é necessário, homem jogando futebol é uma beleza, homem falando de futebol é um saco e homem assistindo futebol é melhor ir. Minha vida social feminina só não tem placar. Juiz, briga, abraço, xingo, celebração, gol, homem suado e bola fora tem de monte.

The summer is magic. Agora é a vez de Los Hermanos (no meu i-fod). Freedom. Marte dá lugar a Jupiter e o domingo termina Actually Love. Sem love, actually. Numa panela Marcelo Camelo, Lucas do One Tree Hill e Dr Shepherd de Grey's Anatomy. Coloque em cubinhos de gelo e misture no meu suco mazaa de guava pela manhã. Hmmmmm. Pão de pumpkim, honey ham e meu rolê se estabelece.

Saudade é palavra que em Inglês não há. Carinho também não. Nem cafuné. E também não pode usar delicious pra dizer que estava delicioso, a não ser se estiver falando falando do pudim, do drink de morango, do estrogonoffe de frango.


Saudade de carinho. Só pra não perder o hábito de desejar sempre algo que falta. 

Sat Nam ;)